Marketing verde

Comunicar um programa de sustentabilidade (que a maioria das empresas deveria estar hoje a procurar desenvolver) tem enormes benefícios. Uma comunicação bem elaborada pode ser uma ferramenta poderosa, que permite envolver os colaboradores e impulsionar a mudança interna para a sustentabilidade, mas também despertar o interesse dos stakeholders nos grandes objetivos sustentáveis. Por outro lado, a comunicação pode ajudar as empresas a ganhar vantagem competitiva, pois a sua posição em questões sociais e ambientais diferencia-as dos concorrentes. A comunicação dos esforços de sustentabilidade também ajuda a enfrentar desafios crescentes, como as novas regulamentações de “reporting”, a redução da confiança dos consumidores nas marcas e uma atenção mais minuciosa dos investidores. Hoje, a norma para as empresas é a comunicação do seu progresso de sustentabilidade. Os consumidores preferem cada vez mais marcas sustentáveis, com um terço dos consumidores a optar por comprar marcas que acreditam ter um impacto social e ambiental positivo. Independentemente de onde as empresas operam é provável que governos, reguladores financeiros ou bolsas de valores venham a estabelecer regras e recomendações de relatórios de sustentabilidade que afetarão todas as empresas.

Futuro sustentável

É improvável que esta tendência seja revertida, por isso é fundamental entender que qualquer empresa deve, não só iniciar programas de sustentabilidade, como comunicar e relatar os seus esforços. Ao cumprir os requisitos de relatórios obrigatórios ou voluntários hoje, a empresa estará mais bem posicionada para responder aos novos requisitos regulamentares amanhã. Esta inevitabilidade é ainda mais óbvia no contexto do “Green Deal” da UE, centrado num mundo mais sustentável e na liderança europeia dessa mudança. Simultaneamente, uma história de sustentabilidade é um ótimo caminho para envolver os colaboradores. A sustentabilidade ajuda a construir o senso de propósito e orgulho dos colaboradores no que a empresa faz coletivamente,  motivando-os a atingir a estratégia global da mesma. Por outro lado, também melhora a proposta de valor para o empregador, permitindo atrair os melhores talentos, já que as pessoas querem cada vez mais trabalhar para empresas que têm um propósito além do lucro. Nos EUA, 75% dos trabalhadores da “geração do milénio”, ao decidir para quem trabalhar, consideram os compromissos sociais e ambientais da organização e, cerca de 66%, não aceitam trabalhar para uma empresa sem práticas de sustentabilidade. É imperioso que as nossas empresas percebam que devem não só iniciar verdadeiros esforços de sustentabilidade, como devem comunicar esse empenho – caso contrário, arriscam a perder a sua própria sustentabilidade económica.

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